Bem-Vindos a Marwen
Bem-Vindos a Marwen (Welcome to Marwen, Japão / EUA, 2018) – Nota 7
Direção – Robert Zemeckis
Elenco – Steve Carell, Leslie Mann, Diane Kruger, Merritt Wever, Neil Jackson.
Mark Hogancamp (Steve Camp) foi espancado por cinco homens, ficando com sequelas físicas e psicológicas. Ele perdeu a capacidade de escrever e foi obrigado a abandonar a carreira de ilustrador, além de sua memória ter sido quase toda apagada.
Para seguir com a vida, ele criou uma mini-cidade fictícia chamada “Marwen”, que ficaria na Bélgica durante a Segunda Guerra Mundial. Utilizando bonecos e bonecas conhecidos como “action figures”, Mark tira fotos e cria suas histórias sobre um soldado que com ajuda de algumas mulheres enfrenta os nazistas.
Desde o misto de animação com atores de verdade em “Uma Cilada Para Roger Rabbit” de 1988 que o diretor Robert Zemeckis vez por outra se arrisca neste tipo de obra. Outros exemplos são “O Expresso Polar” e “A Lenda de Beowulf”.
Este “Bem-Vindos a Margem” é baseado em uma história real e tem como ponto principal a questão do sofrimento para superação de um trauma. As sequências em que os “action figures” entram em cena refletem o sentimento do protagonista em relação aos fatos da vida real, sempre levando em conta que os bonecos dos soldados nazistas que teimam em renascer simbolizam seus agressores.
O sempre competente Steve Carell consegue passar todo os medos e traumas de seu personagem de uma forma dolorosa.
Zemeckis entrega um drama triste com metade das cenas “interpretadas” por bonecos.

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